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Autor Tópico: Sioyek - One of the best PDF readers, papers and technical books, also Dyslexic  (Lida 1194 vezes)

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Offline blabla

  • Mini Robot
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Boa noite a todos,

hoje gostava de partilhar convosco mais um software muito importante para quem tem de ler ao computador PDF’s longos, por exemplo técnicos, livros, papers, documentação, é mesmo um programa soberbo e muito customizavel de forma muito simples. O interface pode parecer um pouco difícil mas não é o segredo é ou saber as teclas ou carregar em dois pontos verticais.

Ele também é especialmente útil para pessoas que sejam disléxicas e, ou daltónicas.

O programa funciona em Windows, Linux e Mac.

É Open Source.

Tem subpixel renderization para ter uma melhor qualidade.

Tem Dark Mode, tem 2 modos de fullscreen extremamente limpos sem nada extra, com ou sem margens, ele tem modos de customização da cor de fundo e da cor das letras, de contraste e de um modo de leitura com para mais atenção escurecendo o texto que ainda não foi lido, click no rato direito, que se move à medida vai-se lendo e rodando a roda do rato. Tem zoom em ponto Ctrl mais roda do rato e tem percentagem de delta de zoom configurável. Tem um modo muito bom para dividir o ecrã, quer permite uma pessoa estar a ler o texto e ao mesmo tempo sempre a mostrar a imagem mais próxima. Tem modos de sublinhados de várias cores, tem modo de table of contentes. Tem um modo de bookmarks entre os diferentes PDF que já foram abertos e dentro do mesmo PDF, tem saltar para as referências nos papers mesmo que o PDF não tenha links e tem a hipótese de para além de fazer search no PDF para a frente e para trás, poder selecionar texto ou um termo e de fazer automaticamente um search no Google Scholer ou em outros motores como motores de referencias em papers, mas acho que deve também para fazer no próprio Google, mas ainda não experimentei a ver como se faz essa parte. As teclas são configuráveis.
 
Tem um bom manual.

O programa é o Sioyek.

Sioyek is a PDF viewer designed for reading research papers and technical books.

Video Sioyek Review - Sioyek: A PDF Reader For Researchers


Sioyek Site - see videos
https://sioyek.info/

Sioyek documentation
https://sioyek-documentation.readthedocs.io/en/latest/usage.html

GitHub – ahrm - sioyek
https://github.com/ahrm/sioyek

Here I share my config files for Dyslexic people.
https://github.com/ahrm/sioyek/discussions/182

Last features are present in Development builds and will be present on the Release build when it comes out.
https://github.com/hexomancer/sioyek/releases/

Release Builds.
https://github.com/ahrm/sioyek/releases

O meu ficheiro de configuração e que é bom para disléxicos é este e para configurar basta abrir a aplicação e fazer dois pontos e depois  escreverem prefs_users e escolherem essa opção, carregar em ENTER e depois fazer copy and past para esse ficheiro e sair e voltar a entrar na aplicação. Depois para as seguintes alterações já não é preciso sair para voltar a entrar.

O meu ficheiro de configuração é este.

Código: [Seleccione]

# The color with which the screen is cleared before rendering the pdf
background_color    1.0 1.0 1.0
dark_mode_background_color    0.0 0.0 0.0

# Showing full white text on black background can be irritating for the eye, we can dim the whites a little bit using the contrast option
dark_mode_contrast 0.6

# Application colors background color and text color.
custom_background_color  0.01 0.01 0.01
# custom_text_color        0.3 0.5 0.1
custom_text_color        0.086 0.5 0.25

# Commands that run at startup.
startup_commands             toggle_custom_color;toggle_visual_scroll

# Highlight color when text is selected using mouse
text_highlight_color    1.0 1.0 0.0

# The color of highlight bar which is displayed when right click is pressed
vertical_line_color    0.0 0.0 0.0 0.4

# Use dark mode by default
default_dark_mode 1



Nota - Neste momento o Sioyek ainda é muito novo e como tal ainda tem algumas arestas por limar mas já é muito bom. Para abrirem mais do que uma janela ao mesmo tempo existe uma opção no ficheiro de configurações.

Código: [Seleccione]
# Opens more one more intance or window when you open a new file.
should_launch_new_instance 1

mas em 2022-04-05 ainda não funciona
Por isso para abrirem as janelas que pretenderem de Sioyek façam num terminal

Código: [Seleccione]
./sioyek --new-instance

Depois ou colocam o path para o ficheiro a seguir ou fazem tecla "o" e abrem o ficheiro para essa janela.


NOTA - E depois ainda podem experimentar, dois pontos e o comando toggle_dark_mode que fica diferente mas igualmente agradável pois as cores das imagens não ficam invertidas. Não se esqueçam que nas minhas configurações ele já começa com as cores invertidas.

Obrigado,

Cumprimentos
João
« Última modificação: 06 de Abril de 2022, 14:22 por blabla »

Offline blabla

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Gostaria só aqui de deixar umas dicas importantes pois pode não ser óbvio neste momento como o programa funciona, pois algumas das fantásticas opções de configuração deste programa ainda não estão muito documentadas por serem recentes, ou então estão dentro do manual e nem todas as pessoas leem um manual de um PDF Reader. Mas neste caso até vale mesmo a pena ler, pois se o fizerem vão passar a usar mesmo este PDF e EPUB Reader para Linux, Windows e Mac. Sendo pessoas sem problema nenhum de visão, mas especialmente se forem pessoas com Dislexia, Daltonismo ou então problemas de pouca visão.

1.
É importante conhecer o mapa de teclas do programa pois o interface com o programa faz-se por mapa de teclas, vulgo ShortCut Keys e por menu especifico que descreve a tarefa e que permite fazer um filtro por tarefa. Para entrar para esse modo de menu tem de se carregar na tecla de “dois pontos verticais”. Nota: Só não escrevo aqui os dois pontos, pois os posts do fórum da lusorobotica que eu fiz que tinham o caracter dois pontos ficaram todos marados. Para sair de um modo qualquer basta carregar na tecla ESC. Mas é a tecla dois pontos e aparece uma listagem dos comandos possíveis que podem escolher com as arrow keys up ou down e ENTER  ou que podem escrever, os nomes são sugestivos. Também podem começar a escrever e faz um filtro automaticamente às opções possiveis.

2.
Quando o programa abre ele mostra todas as teclas, ou quase todas as teclas num PDF de Tutorial, tem sempre a hipótese de abrir o ficheiro das teclas, fazer dois pontos “keys” e verem o mapa de teclas. Para conhecerem todos os shortcuts. Este comando é um ficheiro real only e depois tem um comando irmão que é o dois pontos keys_user que abre automaticamente num editor e que é um ficheiro read write e vocês só tem tem copiar o conteúdo do primeiro ficheiro para este segundo e alterar no segundo e gravar. Ou então adicionar só as linhas que pretendem alterar as respectivas teclas neste ficheiros keys_user. Nota: Em Linux Ubuntu Teclado QWERTY o Shift + “+” do ZOOM In não funciona por isso podem substituir a tecla pelo simples “+” e já fica a funcionar.

3.
Vocês tem um ficheiro de preferências que permite configurar tudo e mais um par de botas!
Para o abrirem façam dois pontos “prefs”, isto abre um ficheiro num editor, mas esse ficheiro é read only e podem ver lá todas as preferências que estão bem comentadas. Podem também ver na documentação do programa que também está bem documentado. Mas nem tudo está ainda documentado. Mais uma vez o processo é similar ao do ficheiro keys e keys_user. Aqui no prefs, também tem uma opção prefs e tem uma opção prefs_user e só tem de copiar a preferência especifica do prefs para o prefs_user e altera-la e gravar o ficheiro. Super rápido e ele faz o refresh automaticamente sem ter de desligar o programa e voltar a ligar novamente. Isto é excelente para por exemplo alterar as cores de fundo e das letras de um PDF ou EPUB.

4.
Para fechar a aplicação tem duas hipóteses ou fazem dois pontos “q” ou fazem Alt + F4.

5.
Para Abrir um ficheiro podem carregar na tecla “O” e abre uma janela de dialogo para navegar até abrir o ficheiro.

Para abrir um ficheiro que já foi previamente aberto façam Shift + “O” e aparece a lista de todos os ficheiro abertos e selecionam com as up and down arrow keys.

Para abrir um file explorer muito bom dentro do programa Sioyek, que permite abrir ficheiros PDF por exemplo, ainda não abertos façam Crtl + Shift + “O”  e Ctrl + “O”, um é um explorer na root do vosso file system e o outro é um explorer que começa na diretoria onde o ficheiro que tem aberto se encontra e que podem facilmente navegar para as diretorias de cima e de baixo sem tirar os dedos das teclas do teclado. Não se esqueçam se já abriram previamente um ficheiro tem com Shift + “O” a listagem de todos os ficheiros que já foram alguma vez abertos pelo programa e que podem começar a escrever uma parte do nome para filtrar a lista dos que já abriram.

Offline blabla

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6.
Drag and drop to open files from file explorer, o feature já está implementado pelo autor Ahrm
Eu sugeri hoje este novo feature ou enhancement e o autor do do Sioyek fez o favor de o implementar em 15 minutos, verdadeiramente incrível. E quando sair uma nova versão dentro em breve, o feature já deve estar presente. 

7.
Mudar as cores de background e das letras de um documento PDF ou EPUB, Muito bom para Disléxicos.
Para fazer tem um modo custom_color e um comando toggle_custom_color.
Para customizar essas cores, fazer dois pontos e escolher a opção prefs_user e adicionar as opções.

Código: [Seleccione]

# Application colors background color and text color.
custom_background_color   0.01 0.01 0.01
# custom_text_color        0.3 0.5 0.1
custom_text_color        0.086 0.5 0.25

# Commands that run at startup.
startup_commands             toggle_custom_color;toggle_visual_scroll


No ficheiro o Cardinal é o caracter de comentário dessa linha.

A cor de background mudam em custom_background_color e os 3 números seguintes são o R G B de 0 a 1 ou seja se virem uma cor num programa como um paint e tiverem o código da cor em 0 a 255, ex. 25, só tem de fazer 25 / 255 que dá 0.1 e colocar lá 0.1 ou 0.12 com mais casas decimais. E depois fazer o mesmo para o G e para o B. Red Green Blue.

Para mudar as cores das letras é só fazer o mesmo na opção custom_text_color e gravar o ficheiro.

Depois adicionem a linha.

Código: [Seleccione]
# Commands that run at startup.
startup_commands             toggle_custom_color;toggle_visual_scroll

para ativar a funcionalidade do custom_color quando o programa começa. Case contrario terão de fazer sempre, dois pontos e escolher toggle_custom_color, também tem toggle_dark_mode.

8.
Aconselho também a alterarem o contraste do dark_mode caso o usem para dos 0.8 para os 0.6 isto especialmente para disléxicos, mas não se esqueçam que a cor azul costuma interferir com os disléxicos e por isso o modo Dark não é tão aconselhado, é preferível o modo Custom_color. Mas experimentem por vocês mesmos.

Código: [Seleccione]
# Showing full white text on black background can be irritating for the eye, we can dim the whites a little bit using the contrast option
dark_mode_contrast   0.6


Offline blabla

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9.
Para Disléxicos e não só, existe um modo que facilita a leitura e nele, quando se carrega no rato no botão da direita em cima do texto do PDF, ele mostra o texto a partir desse ponto dimmed ou com um filtro de menor intensidade de luz, mas só o texto a partir desse ponto. A ideia é que vocês à medida que vão lento linha a linha vão rodando a rodinha e isso facilita muito a leitura de longos textos. Pois mantém on focus visual onde vocês estão ler.
No entanto se alterarem o novo esquema de custom colors também é boa ideia alterar o ultimo parâmetro da opção seguinte que indica a quantidade de filtro do Alfa Channel do texto que está abaixo da linha que se está a ler, ou seja se fica mais ou menos dimmed. É o parâmetro 0.4 .

Código: [Seleccione]
# The color of highlight bar which is displayed when right click is pressed
vertical_line_color    0.0 0.0 0.0 0.4

Nota: A utilização da rodinha do rato, rapidamente se torna cansativo, mas o autor do programa Sioyek pensou nisso e também é possível baixar ou subir a linha que se está a ler,  a marca de dimmed e undimmed usando as teclas J e K que podem ser configuradas no ficheiro keys_user fazendo dois pontos e prefs_user . Estas teclas são ideias para não causar lesões no pulso com muita utilização pois o movimento é muito pequeno e não é preciso tirar os dedos das teclas, basta repousar os dedos em cima das teclas, mas podem mudar as teclas se pretenderem à medida que se está a ler longos textos.

Código: [Seleccione]
# command the move the visual mark to the next/previous line
move_visual_mark_up    k
move_visual_mark_down  j

10.
Press F11 to enter fullscreen mode.
Press F10 to fit the document to screen ignoring white page margins.
Press F9 to fit the document to screen - including white margins.

11.
Para navegar na historia dos vossos documentos que abriram e o que viram e onde viram dentro de cada documento façam Ctrl + Left e Ctrl + Right .

12.
Press T – Para a TOC - Table of Contents, índice.

13.
Find

Ctrl+ “f” – Abre o Find dialog a partir da posição do cursor.
n – next occurency
Shift + “n” – Previous occurency.

Offline blabla

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14.
Para ver o resto das teclas ou veem no site do programa na documentação, link no primeiro post. Ou então veem no documento que vem aberto por omissão quando se abre pela primeira vez a aplicação Sioyek, antes de se abrir um novo ficheiro. Este ficheiro como todos os outros ficheiros estão na lista de ficheiros que já foram alguma vez abertos por este programa e como tal basta fazer Shift + “O” e escolher o ficheiro tutorial.pdf .


15.
Por isso para abrirem mais do que uma janela de Sioyek façam num terminal

Código: [Seleccione]
./sioyek --new-instance

Depois ou colocam o path para o ficheiro a seguir ou fazem tecla "O" ou Ctrl + Shift + “O” ou Ctrl + “O”  e abrem o ficheiro para essa janela.

16.
Depois ainda existe muito mais coisas como bookmarks dentro do documento aberto e que funcionam entre todos os documentos previamente abertos e que se podem fazer search aos vossos bookmarks.
Pode-se selecionar um pedaço de texto ou um termo e fazer um search ao google automaticamente numa janela à parte de um browser com a tecla do meio do rato.

E muito muito mais!

É mesmo um programa super poderoso!

Obrigado,

Cumprimentos,
João

Offline blabla

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O Sioyek - PDF e EPUB reader é mesmo fenomenal e o autor do programa o Ahrm está a fazer um trabalho muito bom e com uma velocidade incrível!
Abri issues e interagi com o autor recentemente e o autor depois disso já implementou o Drag and Drop para abrir os ficheiros automaticamente, implementou um modo especifico para disléxicos, implementou um zoom in and out at pointer location, implementou um modo para facilitar a leitura de papers com duas ou mais colunas que muda automaticamente de coluna para a direita e para a esquerda, umas melhorias no esquema da abertura de janelas e mais uma data de coisas novas e tudo isto num espaço de um par de dias.

Se todos os projetos tivessem um developer como o Ahrm os utilizadores dos programas nunca conseguiriam estar a par das capacidades reais dos seus programas, pois ele é super rápido.

O Sioyek – PDF e EPUB reader é na minha humilde opinião, o melhor reader para Linux e provavelmente um dos melhores para todas as plataformas, ele suporta Windows, Linux e Mac, é Open Source e é um reader genial para pessoas Disléxicas e para pessoas Daltónicas.

Vejam as configurações que eu coloquei para as pessoas disléxicas no primeiro Post.

Obrigado,

Cumprimentos,
João

Offline blabla

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Linux Ubuntu 20.04 LTS, passos para adicionar o icon de desktop Sioyek à barra de Start.

1. Criar um ficheiro chamado sioyek.desktop dentro da diretoria do executável do Sioyek.

```
touch sioyek.desktop
```

2. Clicar no ficheiro e editar o ficheiro sioyek.desktop e colocar o seguinte conteúdo. Editar o path do Exec e do Icon.

```
[Desktop Entry]
Type=Application
Name=Sioyek
Exec=/home/joao/a_Sioyek_PDF_reader/Sioyek-x86_64.AppImage
Comment=Sioyek PDF Reader
Icon=/home/joao/a_Sioyek_PDF_reader/sioyek_2.png
MimeType=application/pdf;
Terminal=false
```
3. Copiar o PNG 256x256, sioyek_2.png  para a diretoria do executável do Sioyek.

4. Faz-se uma validação ao ficheiro de .desktop para ver se está tudo bem com ele.

```
desktop-file-validate sioyek.desktop
```

5. Copiar o sioyek.desktop da directoria do Sioyek para a diretoria onde estão todos os ficheiros .destop das aplicações. Tem de se ter permissões SUDO. E tornar o .desktop um ficheiro executável. Se carregares tecla do rato direito e em properties aparece o pisco no ficheiro executável.

```
sudo cp sioyek.desktop /usr/share/applications/
sudo chmod +x /usr/share/applications/sioyek.desktop
```

6. Depois copia-se dessa diretoria para a diretoria do nosso desktop.

```
sudo cp /usr/share/applications/sioyek.desktop /home/joao/Desktop/
```

7. O icon aparece no Desktop e nós temos de carregar com o botão do rato direito e escolher **permitir iniciar**.

8. O icon do ficheiro de desktop vai mudar para o icon que nós criamos e depois só temos de clicar nele para abrir a aplicação. E depois ir à barra de icons favoritos de start da esquerda e clicar no icon com o rato direito e fazer adicionar aos favoritos.

9. Depois já se pode carregar no Icon da barra da esquerda para abrir diretamente o Sioyek.

Cumprimentos,
João

Offline senso

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Linux Ubuntu 20.04 LTS, passos para adicionar o icon de desktop Sioyek à barra de Start.

1. Criar um ficheiro chamado sioyek.desktop dentro da diretoria do executável do Sioyek.

```
touch sioyek.desktop
```

2. Clicar no ficheiro e editar o ficheiro sioyek.desktop e colocar o seguinte conteúdo. Editar o path do Exec e do Icon.

```
[Desktop Entry]
Type=Application
Name=Sioyek
Exec=/home/joao/a_Sioyek_PDF_reader/Sioyek-x86_64.AppImage
Comment=Sioyek PDF Reader
Icon=/home/joao/a_Sioyek_PDF_reader/sioyek_2.png
MimeType=application/pdf;
Terminal=false
```
3. Copiar o PNG 256x256, sioyek_2.png  para a diretoria do executável do Sioyek.

4. Faz-se uma validação ao ficheiro de .desktop para ver se está tudo bem com ele.

```
desktop-file-validate sioyek.desktop
```

5. Copiar o sioyek.desktop da directoria do Sioyek para a diretoria onde estão todos os ficheiros .destop das aplicações. Tem de se ter permissões SUDO. E tornar o .desktop um ficheiro executável. Se carregares tecla do rato direito e em properties aparece o pisco no ficheiro executável.

```
sudo cp sioyek.desktop /usr/share/applications/
sudo chmod +x /usr/share/applications/sioyek.desktop
```

6. Depois copia-se dessa diretoria para a diretoria do nosso desktop.

```
sudo cp /usr/share/applications/sioyek.desktop /home/joao/Desktop/
```

7. O icon aparece no Desktop e nós temos de carregar com o botão do rato direito e escolher **permitir iniciar**.

8. O icon do ficheiro de desktop vai mudar para o icon que nós criamos e depois só temos de clicar nele para abrir a aplicação. E depois ir à barra de icons favoritos de start da esquerda e clicar no icon com o rato direito e fazer adicionar aos favoritos.

9. Depois já se pode carregar no Icon da barra da esquerda para abrir diretamente o Sioyek.

Cumprimentos,
João

Continuo a achar hilariante que é preciso um tutorial de quase uma página A4 de texto para criar um atalho no Ubuntu, é impressionante que continua a ser assim após tantos anos..
Avr fanboy

Offline blabla

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Bom dia @senso, neste aspeto sou obrigado a dar-te razão!
Isto é em GNOME que é o que o Ubuntu usa, talvez em KDE seja mais fácil e exista uma opção para o fazer automaticamente como existe no Windows.

Mas em relação a muitos outros aspetos, como em programação é muito mais agradável usar Linux do que Windows. Nunca usei Mac mas dizem-me que o desenvolvimento em Mac também é muito agradável por ser baseado em BSD ou algo assim. Mas a computação não deve ser uma coisa obrigatoriamente cara como acontece com os Mac, por dever ser abrangente a toda a população e a liberdade para formatar o nosso disco e por e simplesmente instalar tudo de novo quando sai uma nova versão ou quando nos apetece sem ter de ir comprar uma nova licença é fantástico. A possibilidade de usar um computador velhote com 10 anos ou mais que previamente se arrastava em Windows e de o computador verdadeiramente voar num Linux é algo de fantástico, a possibilidade de ligar um computador que está completamente desligado e de o por em 100% a funcionar em algo como 3 ou 5 segundos é fantástico.
Eu gosto mesmo muito de Linux, mesmo muito e ele cada vez mais está em todo o lado em todas as industrias em todos os sistemas embebidos que já tenham potencia para correr um sistema operativo que não seja de tempo real.

Contudo, tens toda a razão que estas pequenas coisas de UX poderiam ser muito melhores, mas também pode ser uma coisa mais do GNOME ou da versão do Ubuntu da 20.04 .

Cumprimentos,
João
« Última modificação: 19 de Abril de 2022, 13:13 por blabla »

Offline KammutierSpule

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Estamos a atropelar o tópico do post original...
não sei como está o Gnome, mas no Cinnamon (no Linux Mint, Ubunbu based) basta clicar com o botão direito no desktop e escolher "Create a new launcher here..."

Escolher imagem, executável,etc e no final ao clicar OK, pergunta se queremos adicionar também ao "start menu".

Offline blabla

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@KammutierSpule, Linux Ubuntu 20.04 LTS, não tem essa opção, pelo menos o meu não tem, talvez esteja presente numa versão subsequente.

Cumprimentos,
João

Offline StarRider

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[...] Mas em relação a muitos outros aspetos, como em programação é muito mais agradável usar Linux do que Windows. [...]

Que tipo de "programação" estamos a falar? Desenvolvimento de aplicações que vão correr localmente? "Programação" para sistema embebidos? Desenvolvimento de APPs? Brincar aos programadores com o IDE do arduino? Etc, etc ... existe uma vasta gama de definições de "programação".

Estou em total desacordo, e por vários motivos:
- Logo à partido muitas das vezes o "ambiente de desenvolvimento" é igual em todos os OS, seja ele um IDE qualquer ou o "simples" VScode.
- Instalar uma toolchain requer mais mão de obra no linux, geralmente é necessário instalar manualmente uma carrada de lib's e ferramentas adicionais
- Muitas vezes temos que clonar conteúdos e fazer o build na maquina local, além de complicado consome muito tempo.
- O deployment das aplicações é uma aventura, devido à sua própria natureza "open source", se usamos libs de terceiros a coisa é ainda muito mais complicada
- Já nem vou falar dos aspetos legais se for um desenvolvimento comercial.

Um sistema linux pode ter muitas vantagens em determinadas situações, ou porque é mais "leve" especialmente se for uma instalação headless, ou porque se tem mais controlo sobre o sistema ... mas não vejo que seja mais "agradável" para desenvolver do que, por exemplo, um ambiente Windows.
Aliás, em sistemas headless mesmo o desenvolvimento para aplicações locais são feitas remotamente, usando o VScode e SSH por exemplo ... alguém programa usando o "nano" para editar sources e e compilando manualmente no shell  ?? Acho que não.

No fundo, instalar um ambiente de programação e uma toolcahain (com ou sem libs adicionais) é sempre muito mais simples em Windows do que em Linux ... usar o mesmo num ambiente gráfico é praticamente a mesma coisa, trabalho com o Qt, VS, VScode em ambos os sistemas e a experiencia de utilização é a mesma, com a vantagem de que em Windows todos os passos são sempre mais fáceis.
Atualmente prefiro usar o VScode em Window e desenvolver remotamente tudo o que seja software para correr em Linux, ou quando é necessário uma interface gráfica usar o Qt em Window e depois compilar e fazer o deployment na maquina linux quando o programação estiver terminado.
Tudo o que seja programar para firmware de sistemas embebidos ... então o Linux é para esquecer, não se trata de ser "menos agradável" mas passa mais por ser menos suportado.

Somente a minha opinião.

Offline KammutierSpule

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Tudo o que seja programar para firmware de sistemas embebidos ... então o Linux é para esquecer, não se trata de ser "menos agradável" mas passa mais por ser menos suportado.

Felizmente este paradigma tem vindo a mudar nos últimos anos.

Eu tenho desenvolvido para sistemas embutidos (microcontroladores), profissionalmente, usando praticamente só Linux desde há +5anos, e há muitos mais anos a nivel pessoal.

Os clientes que tenho trabalhado, também já usam Linux ou não se importam qual é o OS usado para o projecto (na verdade, funciona nos dois porque os IDEs são suportados nos dois)

ST, NXP, Microchip, NordicSemi... são os que tenho usado nos últimos anos e quase todos já suportam oficialmente os sistemas de desenvolvimento.

Alguns componentes ou ferramentas de software ainda não são suportados e as vezes tenho de ir ao Windows ..


Offline StarRider

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Tudo o que seja programar para firmware de sistemas embebidos ... então o Linux é para esquecer, não se trata de ser "menos agradável" mas passa mais por ser menos suportado.

Felizmente este paradigma tem vindo a mudar nos últimos anos.

Eu tenho desenvolvido para sistemas embutidos (microcontroladores), profissionalmente, usando praticamente só Linux desde há +5anos, e há muitos mais anos a nivel pessoal.

Os clientes que tenho trabalhado, também já usam Linux ou não se importam qual é o OS usado para o projecto (na verdade, funciona nos dois porque os IDEs são suportados nos dois)

ST, NXP, Microchip, NordicSemi... são os que tenho usado nos últimos anos e quase todos já suportam oficialmente os sistemas de desenvolvimento.

Alguns componentes ou ferramentas de software ainda não são suportados e as vezes tenho de ir ao Windows ..

Sim é verdade que as coisas têm vindo a mudar com os fabricantes a oferecerem IDEs para os vários SO.
No meu caso o workhorse sempre foi o Keil MDK (que só existe para Windows), a vantagem do Keil é dá para todos os MCUs ... o que possibilita usar as mesmas ferramentas, o mesmo ambiente independentemente da arquitetura em que o firmware vai correr, seja ele ARM, 251, 8051, etc (com toolchains diferentes para cada um claro) ... e sinceramente não  vejo qualquer vantagem em desenvolver em linux e ter que "aprender" a trabalhar com IDEs diferentes para cada uma das arquiteturas.

Mas é a tal coisa, acho que depende de pessoa para pessoa, agora não posso é concordar com a tal afirmação de que "é mais agradável usar Linux do que Windows" ... da forma como foi dito parece que o Linux é a ultima coca-cola no deserto e todo o resto não presta, quando possivelmente é exatamente o oposto.